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Britânicos descobrem fórmula para sucessos do box-office

Uma equipa de cientistas britânicos acredita ter encontrado a fórmula para o sucesso das bilheteiras.

O estudo foi organizado por Ganna Pogrebna, professora de economia comportamental e ciência de dados da Universidade de Birmingham, que após analisar 6147 guiões e filtrá-los com algoritmos conseguiu identificar o arco narrativo emocional que gera mais dinheiro aos estúdios. 

Foram categorizados os filmes através de seis perfis emocionais diferentes: os "rags to riches" (pobres que viram ricos, ou desconhecidos que se tornam celebres), que apresentam um crescendo emocional visto em filmes como Os Condenados de Shawshank"riches to rags", que mostram uma queda contínua (como Psycho); "man-in-hole", que exige que o protagonista caia num "buraco metafórico" e depois se esforce para sair dele (O Padrinho); "Ícaro", que mostram uma subida seguida de uma queda (Há Lodo no Cais); "Cinderela", uma subida seguida de uma queda, seguida de uma ascensão (Babe); e "Édipo", uma queda seguida de uma ascensão, seguida de uma queda (Tudo Sobre Minha Mãe).

A partir daqui foram mapeados os maiores sucessos em 21 géneros, percebendo-se que os filmes com o perfil "man-in-hole" são os mais bem sucedidos no box-office. E embora não sejam os mais amados pelo público, são também os mais falados. Se as obras forem cinebiografias, então os mais bem sucedidos são os "rags to riches" - perfil que já não funciona bem em thrillers. Em sentido inverso,  o "riches to rags", que permitem um final triste, foram os menos bem-sucedidos no box-office. A pesquisa demonstra ainda que, por exemplo, os filmes "riches to rags" são mais bem-sucedidos financeiramente se tiverem um tom épico e forem executados com grande orçamento (como os filmes Batman, de Christopher Nolan). Ao invés,  os filmes "Ícaro" são mais bem sucedidos com um orçamento baixo e os filmes "Édipo" não funcionam bem nas premiações.

A pesquisa foi publicada pela Cornell University Library com o nome The data science of Hollywood: Using emotional arcs of movies to drive business model innovation in entertainment industries.



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