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Uma curta, uma longa e uma série! Um ano em cheio para Ivo M. Ferreira

 

Depois do sucesso de Cartas Guerra, e de estar já no pós produção da longa-metragem Hotel Império e da curta Equinócio, o realizador Ivo M. Ferreira vai filmar para a RTP a série Sul, um projeto descrito como um drama criminal noir cuja ação decorre em Lisboa.

Com as filmagens marcadas para a capital portuguesa de abril a junho, a série estará concluída entre setembro e outubro, estando disponível em dois formatos: 10 episódios de 45 minutos e cinco segmentos de 90 minutos.

Em Sul estamos num verão quente em Lisboa. Durante a crise económica e social ocorrem uma série de assassinatos assustadores, investigados pelo inspetor Humberto (Adriano Luz), um detetive experiente em homicídios. Edgar Medina co-escreveu o drama com Guilherme Mendonça.

Em declarações à Variety, Medina deu a entender que o objetivo da série é ter uma linguagem cinematográfica, daí a aposta em Ivo M. Ferreira, "um dos mais emocionantes diretores europeus". "'Sul' representa uma incrível combinação de talentos, no que pode ser visto como uma série de TV da "próxima geração": uma mistura de histórias fantásticas com visuais de qualidade do cinema, uma equipe de produtores experientes e um grande diretor que liderou o projeto " disse Antonio Saura, CEO da Latido. 

"O conceito trata de questões que todos nós conhecemos: um mistério, políticos corruptos, pressões ocultas das classes mais altas para fechar um caso e um homem desencantado com a ética que prevalece contra qualquer coisa", concluiu.

A banda-sonora será executada pelos Dead Combo.

 

Entre o Equinócio e Hotel Império

Ivo M. Ferreira tem dois projetos a estrear em 2018. A curta-metragem Equinócio, filmada no Algarve, conta no elenco com Adriano Luz, Margarida Vila-Nova, Alba Baptista e Ivo Miguel.

Numa conversa com o c7nema, por ocasião da estreia de Amor AmorMargarida Vila-Nova falou-nos um pouco deste Equinócio, realçando que aborda "a questão da identidade", "dos lugares que não nos pertencem mais". A ação decorre na região da ilha do Farol, da Culatra e da Armona: "onde muitas habitações foram derrubadas, de forma a devolver à Ria Formosa a sua natureza. Mas, onde ficaram as nossas histórias, as nossas memórias e a nossa identidade? Onde é que ficaram aquelas pessoas? E como serão aquelas ilhas depois de com elas ser levado este património das memórias que pertenceram de gerações a gerações [que lá passaram]." Concretamente, vamos seguir a história de uma personagem (Vila-Nova) "que regressa à ilha com a sua sobrinha e a partir daí parte para um encontro com o passado".


Margarida Vila-Nova em Hotel Império 

Já sobre Hotel Império, filmado em Macau, Vila-Nova contou-nos que o seu papel é o de Maria, "uma sobrevivente". "É filha de um português, uma personagem que fica amarrada ao seu passado, às suas memórias, à sua história, às suas raízes. É alguém que nasceu num ambiente muito particular, na pensão do pai, onde o jogo e a prostituição foram uma realidade que a acompanharam. Mas ela também torna-se incapaz de romper com o seu passado e de procurar o seu sonho e a sua verdadeira identidade. É uma personagem profundamente triste. É uma sobrevivente no sentido que o Hotel está penhorado e a sua grande luta é mantê-lo de pé, e todos aqueles que vivem dentro do Hotel e que a viram crescer. Não os deixar para trás. E a vida vai-lhe pregando partidas e surpresas que a vão transformando."

Para além de Margarida Vila-Nova, participa também o  ator taiwanês de ascendência britânica Rhydian Vaughan, no papel de Chu, "um homem que regressa a Macau, vinte anos depois de sair do território com a mãe". Segundo a sinopse do filme, esta personagem procura vingança, na forma de recuperar a herança, ou seja, metade do Hotel Império.

Na apresentação do projeto em 2017, Luis Urbano afirmou que desejaria que o filme estreasse num Festival de Lista A. Com Berlim fora de cena, resta saber se a obra vai passar por Cannes ou Veneza.

 



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