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Animação portuguesa no feminino no Porto Femme Sessions

  • Publicado em Eventos

O Porto Femme Sessions regressa hoje (26/07) ao espaço de intervenção cultural - Maus Hábitos - no Porto, para a sua segunda sessão de cinema no feminino. Esta iniciativa acontece a cada última quarta-feira do mês, tendo como objetivo apresentar ao público perspetivas pouco habituais na arte cinematográfica, visto por muitos como um ofício masculino, sendo que o Porto Femme Sessions pretende contrariar esse senso comum, expondo as suas produções e as dificuldades das mesmas.

Enquanto que a primeira sessão se dedicou ao cinema iraniano, a essa resistência não só perante à industria sexista e profundamente tradicional, mas como também à sociedade intolerável proeminente de desigualdades sociais e de género, este segundo tomo focará a animação portuguesa, um programa composto por 6 curtas-metragens de 7 realizadoras. Serão apresentados os seguintes filmes: “A Gruta de Darwin” de Joana Toste, “Foi o fio” de Patrícia Figueiredo, “Prisioneiros” de Margarida Madeira, “Pronto, era assim” de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, “Sendas” de Raquel Felgueiras e “Within” de Natália A. Andrade. O Porto Femme Sessions contará ainda com a presença de Margarida Madeira, Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues para falarem sobre os seus respetivos filmes e ainda conduzirão um debate cuja temática centra na produção de cinema no feminino.

A iniciativa Porto Femme Sessions nasceu em 2016 através da organização da XX Element Project – Associação Cultural, sessões tem parceria com o Maus Hábitos e contam e apoio do IPDJ.

Para mais informação, ver aqui.

Trailer de «Iceman»: a vingança neolítica em Locarno

Foi revelado o primeiro trailer de Iceman, um thriller do alemão Felix Randau (Nothern Star) que nos leva para os tempos do homem neolítico num dos primeiros crimes da Humanidade (Ötzi).

Com estreia mundial no próximo Festival de Locarno, Iceman explora a vingança de Kelab, que viria a tornar-se 5.300 anos depois na primeira múmia, preservado em gelo nos Alpes Orientais (no monte Similaun, na fronteira da Áustria com a Itália). O homem foi vitima de um horrendo crime, ainda hoje descrito como um dos primeiros mistérios da era Holocénica.

Iceman conta com os desempenhos de Jürgen Vogel (Die Welle), Franco Nero (Django) e André Hennicke (Victoria).

«La Maschera del Demonio»: o travestido terror de Mario Bava

  • Publicado em Artigos

"You will never escape my vengeance, or of Satan's! My revenge will seek you out, and with the blood of your sons, and of their sons, and their sons, I will continue to live forever! They will restore me to life you now rob from me!"

Na primeira longa-metragem que Mario Bava concretiza a solo, após uma colaboração com cinco obras cinematográficas como co-realizador e diretor de fotografia (nomeadamente os êxitos das variações de Hércules e outros “sand & sandails”), já se fazia antever que o autor iria tornar-se numa influência do horror pós-60 ou da cinematografia italiana em geral. Longe do cognome do “pai do giallo” (esse subgénero profundamente italiano, mas com inspiração nos antecessores thrillers de Hollywood), Bava investe num cenário digno do terror formal da Universal Classic, evidentemente encontrado em Drácula de Tod Browning ou até mesmo em Frankenstein de James Whale. Contudo, é sentido um teor divergente dessas mesmas, uma alegoria trash e da valorização da pureza estética.

Em La Maschera del Demonio (com titulo internacional de Black Sunday e traduzido de A Máscara do Demónio), somos levados ao sabor de um conto gótico confortavelmente residente dos tempos da inquisição, bruxaria e vampirismo, onde dois médicos estrangeiros atravessam um negro canto da Romênia, terra atormentada por lendas, maldições e fantasmas, e que eles próprios envolvem-se perante situações bizarras longe do simplismo supersticioso. Por um lado, eis o eterno medo do remoto, do afastamento da civilização e do paganismo.

Mas La Maschera del Demonio é mais que uma catarse freudiana desses preconceitos religiosos que o cinema ocidental tende em incutir, aqui somos envolvidos por um trabalho excecional de Mario Bava em erguer os cenários góticos e quase “carnavalescos” e no visual do filme que, mesmo ostentando o preto-e-branco, nos incute uma sugestão de coloração viva e berrante. Uma sensação similar que se pode extrair na visualização de outro clássico, O Gabinete do Doutor Caligari (Das Kabinet des Doktor Caligari) de Robert Wiene, no qual poderemos também alguns depósitos no argumento-quimera de La Maschera del Demonio.

Sim, La Maschera del Demonio resulta numa obra excêntrica, relembrada pelos seus requisitos técnicos e estilísticos, mesmo sabendo que as interpretações são por vezes ditadas por um overacting risível e um guião, sem muito por onde eduzir, constantemente confrontando as suas musas ocasionais. O filme também é contagiado por uma tendência de mais “olhos que barriga” (baseado no russo Vij, um conto de Nikolaj Gogol). Tais fatores são atenuadores da eventual seriedade que o filme poderia obter, sem referir o terror propriamente dito que enfrenta o mais poderoso dos inimigos – o tempo. Nos dias de hoje, La Maschera del Demonio é obsoleto, mas nada que o impeça de ser mortiferamente sedutor o quanto bastante para culminar um culto, talvez mais envolto naquele seu teor trash e reciclável de Bava do que propriamente uma peça de arte vanguardista. Todavia são as referências que graças a esta obra permaneceram no género. As suas repetidas visualizações poderão servir de case study das mesmas.

Eis um filme valioso que apesar de todas as suas fragilidades, é hoje apontado como o impulsar de um cineasta que tão bem soube conformar com o seu improviso intelectual. E para finalizar vale a pena relembrar que foi com La Maschera del Demonio que a bela atriz Barbara Steele foi lançada, tornando-se numa rainha do trash, três anos antes da sua participação em de Federico Fellini (também ele, à sua maneira, um dos “discípulos” do legado de Mario Bava).

 

Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne na continuação de «Ant-Man»

Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne irão participar na sequela de Ant-Man (Homem-Formiga), intitulado de Ant-Man and the Wasp, com estreia prevista para janeiro de 2018.

O anúncio foi feito durante o painel da Marvel Studios no San Diego Comic-Com, confirmando também as personagens que a dupla irá desempenhar. A eterna Catwoman será Janet Van Dyne, mulher do primeiro Homem-Formiga, Hank Pym (Michael Douglas), enquanto que Laurence “Morpheus” Fishburne será Dr. Bill Foster, que nos comics é um dos assistentes, quer de Pym, quer de Tony Stark.

O filme manterá o realizador Peyton Reed, e os atores Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lilly e Michael Peña regressarão à intriga. 

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