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«The Shape Of Water« lidera nomeações aos Globos de Ouro

Foram revelados os nomeados aos Globos de Ouros, prémios atribuídos pela Imprensa Estrangeira em Hollywood. Entre os destaques conta-se The Shape Of Water com sete nomeações, The Post e Three Billboards Outside Ebbing, Missouri com seis.

Na TV, Big Little Lies soma seis indicações, incluíndo nomeações nas categorias de interpretação para Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Alexander Skarsgard, Laura Dern e Shailene Woodley.

Os vencedores dos Globos de Ouro serão anunciado no próximo dia 7 de janeiro. Seth Meyers será o anfitrião.

Filme (Drama)

Dunkirk
Call Me by Your Name
The Post
The Shape of Water
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

 

Filme (Comédia/ Musical)

The Disaster Artist
Get Out
The Greatest Showman
I, Tonya
Lady Bird

 

Melhor Filme de Língua Estrangeira

The Square
Fantastic Women
First They Killed My Father
In the Fade
Loveless

 

Ator (Drama)

Daniel Day-Lewis, Phantom Thread
Timothée Chalamet, Call Me by Your Name
Tom Hanks, The Post
Gary Oldman, Darkest Hour
Denzel Washington, Roman J. Israel, Esq.

 

Atriz (Drama)

Jessica Chastain, Molly’s Game
Sally Hawkins, The Shape of Water
Frances McDormand, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Meryl Streep, The Post
Michelle Williams, All the Money in the World

 

Atriz (Comédia/ Musical)

Saoirse Ronan, Lady Bird
Judi Dench, Victoria & Abdul
Margot Robbie, I, Tonya
Emma Stone, Battle of the Sexes
Helen Mirren, The Leisure Seeker

 

Ator (Comédia/ Musical)

Ansel Elgort, Baby Driver
Steve Carell, Battle of the Sexes
James Franco, The Disaster Artist
Hugh Jackman, The Greatest Showman
Daniel Kaluuya, Get Out

 

Realizador

Guillermo del Toro, The Shape of Water
Martin McDonagh, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Christopher Nolan, Dunkirk
Ridley Scott, All The Money in the World
Steven Spielberg, The Post

 

Atriz Secundária

Octavia Spencer, The Shape of Water
Mary J. Blige, Mudbound
Hong Chau, Downsizing
Allison Janney, I, Tonya
Laurie Metcalf, Lady Bird

 

Ator Secundário

Christopher Plummer, All the Money in the World
Willem Dafoe, The Florida Project
Armie Hammer, Call Me by Your Name
Richard Jenkins, The Shape of Water
Sam Rockwell, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

 

Argumento

The Shape of Water
Lady Bird
The Post
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Molly’s Game

 

Animação

The Boss Baby
The Breadwinner
Coco
Ferdinand
Loving Vincent

 

Banda-Sonora

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
The Shape of Water
Phantom Thread
The Post
Dunkirk

 

Canção Original

Ferdinand
Mudbound
Coco
The Star
The Greatest Showman

 

TV

Melhor Série - Comédia ou Músical

Black-ish
The Marvelous Mrs. Maisel
Master of None
SMILF
Will & Grace


Melhor Série - Drama

The Crown
Game of Thrones
The Handmaid’s Tale
Stranger Things
This Is Us

Ator (Drama)

Bob Odenkirk, Better Call Saul
Jason Bateman, Ozark
Sterling K. Brown, This is Us
Freddie Highmore, The Good Doctor
Liev Schreiber, Ray Donovan

Ator (Comédia/ Musical)

Aziz Ansari, Master of None
Anthony Anderson, Black-ish
Kevin Bacon, I Love Dick
William H. Macy, Shameless
Eric McCormack, Will and Grace


Atriz (Drama)

Claire Foy, The Crown
Caitriona Balfe, Outlander
Maggie Gyllenhaal, The Deuce
Katherine Langford, 13 Reasons Why
Elisabeth Moss, The Handmaid’s Tale

Atriz (Comédia/ Musical)

Pamela Adlon, Better Things
Alison Brie, Glow
Issa Rae, Insecure
Rachel Brosnahan, The Marvelous Mrs. Maisel
Frankie Shaw, SMILF

Melhor Minissérie ou Telefilme 

Big Little Lies
Fargo
Feud: Bette and Joan
The Sinner
Top of the Lake: China Girl


Melhor Ator (Série, Minissérie ou Telefilme) 

Robert De Niro, The Wizard of Lies
Jude Law, The Young Pope
Kyle MacLachlan, Twin Peaks
Ewan McGregor, Fargo
Geoffrey Rush, Genius


Melhor Ator Secundário (Série, Minissérie ou Telefilme) 

Alfred Molina, Feud
Alexander Skarsgard, Big Little Lies
David Thewlis, Fargo
David Harbour, Stranger Things
Christian Slater, Mr. Robot


Melhor Atriz (Série, Minissérie ou Telefilme)

Reese Witherspoon, Big Little Lies
Jessica Biel, The Sinner
Nicole Kidman, Big Little Lies
Jessica Lange, Feud: Bette and Joan
Susan Sarandon, Feud: Bette and Joan

Melhor Atriz Secundária (Série, Minissérie ou Telefilme) 

Shailene Woodley, Big Little Lies
Laura Dern, Big Little Lies
Ann Dowd, The Handmaid’s Tale
Chrissy Metz, This is Us
Michelle Pfeiffer, The Wizard of Lies

 

«Molly's Game» (Jogada de Alta Roda) por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Existe uma imagem (uma das muitas é claro) definida naquilo o qual chamamos de senso comum do Cinema. Essa, de que a mulher é vista como uma espécie de engodo, uma distração útil nas mesas de poker. Assim como o ilusionista precisa da sua assistente para “controlar” os olhos do público, no poker, a mulher instala uma certa desestabilização na mente dos oponentes do baralho. Em Molly’s Game, tendo como base o livro da “intitulada princesa do poker” Molly Bloom, a distração encontra-se na atriz Jessica Chastain, para além da sua coleção de decotes que pavoneiam como desestabilizadores do olhar do espectador, o seu desempenho serve com isso, deixar em aberto a própria opinião do mesmo em relação do espetáculo que indiciamos.

Porque aquilo que deparamos não é mais que a primeira experiência de Aaron Sorkin (possivelmente o mais conceituado dos argumentistas do ativo em Hollywood), no cargo de realizador, o resultado era tudo que se poderia esperar de alguém que dá uso à sua imaginação para idealizar um storytelling, mas nunca a capacidade de materializa-lo no grande ecrã. Nota-se, não o nervosismo, mas a transferência de experiências que condensam a sua noção de narrativa visual. Há uma tendência ao conto “chico-esperto” à lá Scorsese (talvez a pretensão maior de arte cinematográfica fecundada para os lados de Hollywood), atravessando um registo de flashbacks sob o apoio da voz-off que não deixa pormenor algum ao espectador, a abordagem de um negócio ilícito levado como uma doutrina de etapas indulgentes, soando um livro da coleção “para totós” do que relato de vivências. 

Esta suposta transparência tenta dar a Molly’s Game um ar de irreverência, ousadia e rebeldia social em relação à temática, mero engodo que nos encaminha à cedência de uma profunda fábula moralista, com pé carregado no “preto-e-branco”, na lavagem ética da sua protagonista e nas costuras do seu passado, dando uma ênfase psicanalítica das suas ações. Dito isto, Molly’s Game é um mero produto autobiográfico sem condução para mais do que o aproveitamento do “verídico” como marketing ganho.

Em relação à sua protagonista-engodo, Jessica Chastain encontra-se, de facto, em plena forma; porém, mais uma vez referindo, uma distração que nos atraiçoa, colocando o espectador como um “cego”, frente às irregularidades desta grande “aposta” (o avanço para realizador do argumentista de The Social Network e de Steve Jobs). No final, fica o conselho: Aaron Sorkin … continua como argumentista e mantêm-te nessa posição, se faz favor. 

 

Hugo Gomes


 

Ryan Reynolds é Pikachu em versão live-action de «Pokémon»

Segundo a The Hollywood Reporter, Ryan Reynolds, o conhecido Deadpool, dará a sua voz ao Pokémon mais famoso numa adaptação live-action a ser preparada pela Legendary e a Universal Pictures. Sim, o ator será o Pikachu numa versão Detective, que segundo a mesma fonte, será concebido graças à tecnologia motion-capture.

Rob Letterman (Goosebumps: Arrepios) será o realizador, enquanto que Nicole Perlman (Guardiões da Galáxia) e Alex Hirsch (da série de animação Gravity Falls) serão os autores do argumento. Para além de Reynolds, Justice Smith e Kathryn Newton encontram-se confirmados no elenco.

A intriga remeterá a um jovem que para conseguir resgatar o seu pai, une esforços com o Detective Pikachu. As rodagens arrancarão em janeiro de 2018.

«120 Battements par Minute» (120 Batimentos por Minuto) por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

‘Descansa soldado, a luta interrompe para o provisório repouso.’ Eles são os militantes ACT UP, defensores do slogan “Quero Viver”, mais que isso, um ativismo fortemente instituído numa sociedade discriminatória que prefere olhar de lado do que atentamente perceber o seu redor (a questão dos seropositivos na entrada de 1990, subjugados às negligências e ao desdém político-social). São os soldados dessa luta inglória, até porque aquilo que rogam é simplesmente uns anos mais, uns dias mais, ou, para menor das causas, umas horas a mais. Mas agora tal não interessa. A batalha intervalou. Recomeça amanhã. Os corpos dos combatentes bailam freneticamente ao som do escapismo, a “batida” que lhes invade as mentes, conforta o espirito, eporque não, o físico vigilante, preparado para mais uma ronda. Mas o corpo destes não é mais que um mero velcro, um casulo onde moléculas interagem, vivem, nascem, morrem, ou simplesmente presenciam o Momento. Com a respetiva vida por um fio, o viver o momento é o mais forte dos prazeres.

Por entre folias e o percurso de punhos erguidos, 120 Battements par Minute faz-se por um ritmo inconstante, uma partitura de guerra onde o rancho dos soldados tombados, ou em vias de tombar, adquire uma importância dimensional neste eterno confronto. Depois de Eastern Boys, o franco-marroquino Robin Campillo regressa ao universo Queer (talvez nunca tenha saído de lá), palavra que os meros adeptos de etiquetas persistem em catalogar. Mas o que vemos não é um enésimo caso “armareado”, é um coletivo retrato de todos nós.

Fora géneros e orientações, 120 BPM é um filme sobre a celebração da vida e o quanto queremos residir nesse “bailado”. Até a morte, maioritariamente induzida como assombração, revela-se uma celebração quando surge, anunciando a chegada de uma nova etapa. Se a vida é na realidade uma compostura de etapas, daquelas que nos comprometem com novos desafios, objetivos e porque não, amores, 120 BPM usufrui desta metamorfose cíclica de forma a estruturar uma narrativa aberta, sem a recolha de moralismos-objetivos, mas o de simular a vida em mudança através do seu ritmo desalinhado.

Desalinhado … e sob a luz de diferentes cocktails. A hibridez dos teores ocasionalmente nos proporciona uma transposição de imagens, transportando o espectador para além das dimensões. A danceteria que se converte gradualmente num ensaio de moléculas, representações viventes que se estabelecem ou desintegram. A beleza desta experimentação estética condensa a sentença destes guerreiros condenados que se refugiam, temporariamente, numa bolha social.

Determinados em defender a igualdade, a possibilidade de conservar a vida que possuem em prol das mudanças do seu sistema social, uma contradição visto que 120 BPM é uma obra de extremo contágio com os solavancos da longevidade (o destino que nos espera ou que nos faz esperar), e que encontra em Nashuel Pérez Biscayart o melhor dos peões, nessa submissão pelas mesmas e gritantes nuances.

E assim, depois do conflito que intercala esse mesmo trilho, os soldados repousam mais uma vez. Não basta somente combater. Há que aproveitar esse sabor de utilidade e instituir nele um código. A vida tem destas coisas e, de certa maneira, o Cinema também.

 
Hugo Gomes

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